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Campanha Chega de Fiu Fiu

by - janeiro 01, 2017


       Dificilmente você vai encontrar uma mulher que nunca tenha escutado um “ei gostosa”, “gata” “qual seu telefone?”, “aceita ir ao meu apartamento” e até o famoso “Fiu Fiu”, não dizendo que apenas as mulheres sofrem esse tipo de assédio, mas confie em mim, em uma pesquisa feita com 8.000,00 mulheres, 99,6% delas já sofreram algum tipo de cantada. A cultura tem que mudar! Como mulher eu nunca me sentir e nunca vou me sentir confortável com qualquer tipo de cantada, eu não gosto de me senti objeto de ninguém e eu não estou sozinha e foi nessa busca que achei o blog thinkolga que publicou a campanha da jornalista Juliana de Faria o Chega de Fiu Fiu.



     Dia 24 de julho de 2013, nascia o Chega de Fiu Fiu que é uma campanha feita com intuito de combater o assédio sexual em espaços públicos. No mapa da campanha você pode compartilhar sua história ou registrar o que viu, o site tem desde a opção assedio verbal e até mesmo estrupoCamanha chega de fiu fiu no blog Batom e Livro  O mapa acabou se tornando um espaço de denúncia para quem não tem a quem recorrer, afinal para muitos o assedio é considerado um elogio, e que no final as mulheres até gostam de ser desejadas. É por isso que repito: A cultura tem que mudar! Assediar uma mulher na rua não vai te fazer mais “macho” do que um homem que simplesmente admira calado. As mulheres tem seu próprio poder de conquista e acredite, nós não precisamos “de uma ajudinha”.



      “Semana passada estava descendo uma avenida no centro, não tinha muita gente por causa das férias de julho. Fui perseguida por um homem de uns 30 anos, que ficou sussurrando obscenidades (só entendi o que ele estava falando quando já tinha caminhado umas 2 quadras). Virei pra olhar pra ele e ele desviou o olhar. Aí vi um homem mais à frente e apertei o passo pra ultrapassá-lo. O assediador ficou pra trás. Mais pra frente tinha uma delegacia da mulher, entrei e perguntei se podia fazer uma denúncia, mas disseram que não, porque não tinha o nome do cara nem nada, e que não poderiam sair de lá porque estavam de plantão. Disseram que se acontecesse de novo era pra ligar pro 190 que a viatura mais próxima viria.”  



       “Uma amiga minha postou esses dias no Facebook uma foto na academia, de legging e regata. De prontidão um garoto comentou ‘gostosa, queria pegar você’ e outras coisas (daí pra pior). É claro que eu vendo isso repreendi o menino, mas logo depois me aparece uma MULHER e comenta: ‘A garota deu liberdade e ele que tá errado?’ Deu liberdade? Pois é, viva a sociedade machista.”  

  A gente acha que o machista e o assediador é esse homem sem rosto, esse homem desconhecido que abusa das mulheres nas ruas escuras. Não é. Esses assediadores são pais, são filhos, são profissionais competentes que estão mais perto do que a gente imagina. […] Por quê? Porque o assédio é legítimo culturalmente. Ele é entendido como algo que faz parte do homem. Ele é entendido como algo bom, como flerte. Mas não é.” Juliana de Faria.


        A cultura tem que mudar! Sim, estou usando essa frase novamente, pois acho que essa é a solução. Enquanto estiver um homem achando que mulher é apenas objeto, que xingar na rua não é assedio ou o fato de uma mulher usar uma roupa curta dá o direito a ele de chamar e fazer o que quiser com a mesma, isso nunca vai mudar.  E isso amigos não é um discurso feminista, é apenas as palavras de uma garota que acredita em um  mundo melhor, para filhas e netas.  Até o próximo post. Xo, a garota do blog.

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