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I'm redheaded

by - abril 02, 2017


          Nosso cabelo é a nossa identidade e não há nada mais belo do que acontece quando a nossa identidade é realmente o que queremos ser. Depois de toda essa história que contarei a seguir, eu aprendi que com o tempo a gente entende que não é nossa culpa a falta de representatividade que há nesse mundo. Ame-se do jeito que tu és e isso é a maior representatividade que pode existir. Se você não tem em quem se espelhar, seja você o espelho para outras pessoas. Seja você a sua representatividade.

              
           Todas nós sabemos como a autoestima influência no nosso dia a dia, se sentir inferior apesar de não ser normal é mais comum do que se imagina, para ter uma ideia do que estou falando: segundo estudo, apenas 4% das mulheres se acham lindas da forma que são. Ou seja, somos 96% que se acham com o rosto imperfeito, acima do peso ou que não se contenta com o seu cabelo. Um índice triste quando levamos em consideração que todos nós temos nossa beleza.


           Tudo isso nos leva a um assunto mais complicado, a representatividade. Infelizmente todos nós somos influenciáveis e a mídia em questão é a principal via de representação que eu conheço. Mas até pouco tempo essa representatividade era restrita, lembro de ligar a TV e só ver mulheres de cabelo liso, grande e bem arrumadas. Não tinha em quem me espelhar. Eu não me via ali. O que não se ver nos meios de comunicação não se ver não ruas e quando se via eram taxados de feio, incomum e com toques, é claro de preconceito.

       
          O início da mudança eu lembro bem, moças de canais no YouTube gritando: "esse é meu cabelo você querendo ou não" e depois a TV exibindo lindas mulheres de cabelos cacheados, afros e afins. Os estilos nas ruas mudaram, viraram comum ouvir mulheres e homens dizendo: "estou em transição capilar". Aconteceu uma onda de empoderamento que se espalhou como vírus e foi realmente impressionante como o cenário mudou.



​          Hoje é comum ver cremes, dicas e sites que falam sobre cabelo cacheado. Hoje posso, por exemplo, falar do meu cabelo sem medo de risos, represálias e xingamentos. Hoje posso ser livre. Eu lamento apenas como ocorreu essa mudança e talvez seja aqui que minha opinião se diferencie das várias. Entendo a importância que a TV, Internet e blogs tiveram em toda essa mudança, mas acredito que se vivemos num mundo mais cultural isso não seria necessário. Sempre me ensinaram a amar o próximo da forma como ele é, e nunca julgar, talvez por isso não comigo entender como foi necessário que um grupo ensinasse as pessoas como elas devem pensar em relação ao próximo. Não me conformo em como esses transmissores de conteúdo mudaram, mesmo que de forma positiva, o pensamento de milhares de pessoas, quando tudo isso deveria ter vindo de dentro delas, afinal quem influencia de forma positiva pode também influenciar de forma negativa e isso me causa medo. Na real não me conformo mesmo é em como nós somos influenciáveis.


         Todo esse post será dividido em vários posts. Hoje foi apenas uma introdução, afinal eu não poderia deixar vocês de fora dessa maravilhosa cor. Ainda tem muitas fotos desse ensaio que postarei em breve com dicas de como não perder essa cor e como foi feito todo o processo. Minha irmã, Patrícia, também mudou o dela e agora se apresenta platinada, semana que vem vou mostrar como ficou o cabelo dela também e teremos dicas de como cuidar de cabelo cinza depois da descoloração, isso porque ela já usa tem tempos e entende mais. Quando eu aprender trago dicas sobre o ruivo também, sou tão novatas quando vocês. 


     No geral isso que importa: te amar do jeito que você é. Eu estou super feliz com a mudança e com a coragem, afinal são três funking anos esperando essa coragem. Espero realmente que tenham gostado assim como eu, isso é tudo por hoje. Até o próximo post. xoxo, a garota ruiva do blog. 

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