O drama nosso (meu) de cada dia
Oi, tudo bem? Hoje tudo que eu queria era explicar pra vocês, em um texto lindo e esclarecedor, o que está acontecendo no momento, mas eu não sei. O blog se tornou algo estranho assim como tudo. Calma, ele não vai acabar. Eu tô tentando sempre trazer coisas boas, isso que a nossa apresentação mostrou: pregar sempre o amor! Eu tô tentando. Tento vim aqui pontualmente as quintas e domingos e por mais improvável que isso posso parecer estou aqui todas as quintas e domingos. :)
O blog representa hoje o motivo que me faz levantar da cama todos os dias. Eu sei que parece um motivo irrelevante, porém é meu motivo particular e eu espero que entendam. Fico muito feliz com as mensagens que recebo de vocês. Olha nada está muito fácil. Eu sei que tudo parece bem porque eu deixo parecer, mas não está. Eu não quero dizer isso para receber consolos e penas, apenas quero que saiba que é normal nos permitir sentir dores. Nós somos seres humanos e não há nada do que se envergonhar.
Os conflitos internos, o pessimismo, a dor, a falta de autoestima e o sofrimento sempre vão existir. Aceite-os. Aprenda com eles e os deixe ir. Nunca os guarde por muito tempo, do contrário eles vão te dominar e depois de um tempo se livrar de tudo isso é muito difícil.
Em uma conversa interna percebi que de certa forma eu trouxe muita coisa pro meu convívio. Não falo dos problemas. Eu me refiro em como eu os encarei. A forma como você encara um problema mostra como será sua vida depois dele. Eu encarei da forma errada. Hoje em consequência disso tenho uma ansiedade que era estágio I e que hoje se tornou estágio II. Por eu ter encarado o estágio I de forma errada. Eu sei que vai ser complicado entender, mas segue o raciocínio.
Todo mundo passa por problemas e o que te diferencia é a forma como você encara ele. O único erro dessa frase é que esquecemos que as pessoas são diferentes. Então entregamos a fórmula da felicidade: estudar, trabalhar, ter boa condição financeira, casar, ter filhos e morrer (feliz). Mas essa fórmula uma hora vai dar defeito em alguém e para sempre essa pessoa vai se culpar por "tá" errada quando na verdade quem "tá" errada é a fórmula.
Acho que de certa forma eu me culpo por não estar nessa fórmula. Aliás a culpa é algo que me persegue. Não consigo admitir culpa de outra pessoa sobre tudo que já passei, eu acho que isso é um crise que preciso realmente melhorar. (até hoje tenho dó da minha médica por isso)
Eu escuto muito de um amigo que eu faço muito drama e sinceramente eu não discordo dele. Quando você tem algo que te machuca muito a tendência é agravar todo e qualquer problema que você tenha. Até que o dia você descobre que o real motivo de todo um drama é uma ferida que nunca sarou. Difícil entender isso, é uma lógica complicada e é ainda mais quando a blogueira fala por meio de códigos.
Hoje a minha lógica é: algo ruim no passado que me fez achar que era insuficiente; o fato de me achar insuficiente tornou traumática qualquer rejeição de quem amo; esse rejeição traumática me fez acreditar que ter sucesso academicamente era mais importante que procurar rejeições traumáticas; a pressão do sucesso acadêmico me fez colocar todas minhas expectativas na escola e quando descobrir que tinha certa dificuldade a pressão só aumentou, gerando assim o monstro da ansiedade; era até aqui o ponto, então descobri que a ansiedade em seu estágio II está lentamente me puxando pra uma profunda depressão. É, gente, essa lógica é triste.
A depressão nunca me assustou. Sempre tive mais medo de fazer algo do que simplesmente não fazer. A depressão pra quem tem ansiedade acho que sempre vai soar como confortabilidade, afinal vc só precisa ficar ali. A real é que não é bem assim e acredito hoje que a depressão é futuramente pior que a ansiedade. Então eu óbvio me desesperei um pouco com ideia de deixar uma doença assim dominar meus dias.
Acho que a depressão seria apenas o resultado da resolução errada da questão, ansiedade. Talvez eu esteja resolvendo esse problema de forma errada, assim como resolvi os outros que acarretam nos outros e...
É uma culpa/dor constante. É ir sentindo cada coisa que te mantém perdendo a força. Tenho medo de estar e tenho medo de não estar mais. Isso geralmente é frase de diário, mas falar isso pra vocês é tão reconfortante quanto. E se fosse meu amigo lendo isso ele pensaria: "que drama". E provavelmente você também deve está pensando assim, pois até eu estou.
É conflito entre o "pqp, garota, para de frescura e levanta dai" versus o "eu realmente não consigo levantar daqui". Eu resumia isso como minhas 5 personalidades trabalhando, mas resumiram pra mim como bipolaridade: a pior coisa que pode existir nesse mundo.
Assistindo uma série que me recuso a dizer o nome The Vampire Diaries, nela as pessoas nunca ficam bem sempre surge algo no meio de tudo que as fazem voltar pro mesmo lugar onde estavam. Assim é o meu dia a dia: o mal pode vim pela manhã ou pela noite ou pode simplesmente não vim e quando eu me acostumo com a sensação de que agora vai ficar tudo bem, o mal aparece e diz: "acho que você está esquecendo do que aconteceu no dia xx/xx/xxxx que não vai te permitir ser feliz, deita na cama, esquece o que tem que fazer e chore". Parece algo simples de resolver, mas não é porque esse xx/xx/xxxx é justamente uma data especificadamente escolhida pra te fazer mal aquele dia. Algo que misture o passado com um pequeno incomodo do futuro e sabe como seu esse mal sabe o que te afeta? Porque esse mal é você! Isso pode ser considerado autossabotagem, assunto que falaremos outro dia.
Perdi o raciocínio do post com uma leve alergia e um leve pensamento sobre a fatura do meu cartão de crédito que estourei compulsivamente, outra culpa. Ou talvez lembrar de ter esquecido a faculdade e esquecido de cancelar o curso antigo (de novo), tarde demais agora já são 22:31 e lá fecha as 22:00. Ou lembrar da minha carteira de trabalho que não achei e preciso procurar para não gerar problemas futuros, bem esqueci novamente e não podemos esquecer das aulas que na verdade é o motivo pelos problemas anteriores, a pior culpa! O lado bom disso tudo é que amanhã é um novo dia e posso tentar de novo e o lado ruim é que não será diferente de hoje. (eu rir mesmo agora)
Eu queria passar um dia sem tudo isso me rodeando, quem sabe assim eu parava de encher o bate papo do Ph (um amigo) de dramas diários, mas apesar de não ser da minha natureza eu sinto a necessidade de tal desabafo e isso de certa forma faz bem. É muito bom a gente falar disso todo dia, ter alguém pra escutar como foi nosso dia e detalhar o que sentimos a cada segundo em relação a cada coisa e sobre cada pessoa. O que eu esqueço as vezes é que a gente faz isso com um diário e não com pessoas. Então vamos melhorar isso também, Lai? Vaaamoooosss!
Enfim, (enfim é a pior palavra que possa existir em uma conversa e por favor não a use comigo no WhatsApp, Oh meu Deus, como é bom dizer isso), mas enfim, depois de perder o raciocínio do texto eu tomei meu remédio e dormir. Então ele ficará confuso, incompleto e cheio de erros, pois não estou revisando absolutamente nada. Escrevo no bloco de notas e coloco aqui. Desculpa por isso! Até o próximo post. X.o.X.o, a garoto do blog.
0 comentários