bpl photograph
Bpl photograph, um simples nome que tive que escolher. Basicamente me disseram que se eu fosse fazer umas fotinhas eu precisaria de um. Sempre que tiro qualquer foto é com intuito de fazer um post de blog, então acabei abreviando o nome do blog, bpl (Blog Prazer, Laize) e o photograph além se significar fotografia foi também uma forma de agradecer um amigo que me ajudou muito. A música do Ed Sheeran embalou uma época muito difícil e ele estava sempre do meu lado, acredito que se não fosse por isso nem teríamos um blog.
Minha história com fotografia surge no fim de 2016, tivemos um evento na cidade, Festival de Música Alternativa. Era minha chance de mostrar minha paixão e acredite não era fotos. Ficou confuso? Ok, eu explico. Em 2009, conheci o que considero o amor da minha vida, a produção audiovisual. Eu sou completamente apaixonada em tudo que envolva vídeos e músicas. Desde a época de escola, eu sempre ficava com a parte de editar os vídeos e sempre estava gravando algo. Mesmo com o celular, todo fim de ano, eu fazia uma "super produção" de vídeos e fotos, chamava amigos e família e literalmente os obrigava a assistir.
No festival o objetivo era fazer um vídeo, eu me concentrei nisso. Em alguns intervalos de tempo eu tirava uma foto ou outra, mas nem cheguei a olhar o resultado na hora. No dia seguinte, eu corri para o computador, queria ver logo o resultado, pela primeira eu tinha uma boa câmera e poderia fazer todos os incríveis vídeos que eu sonhava desde 2009, porém para minha enorme tristeza, decepção e quase quadro depressivo os vídeos ficaram bem diferente do que eu pensei, para algo que eu sempre fazia ficou bom, no entanto eu queria algo diferente, afinal eu estava com uma câmera profissional, então a minha única reação foi chorar. Foi a expectativa de anos esperando o dinheiro e o trabalho de meses para ter a câmera e tudo isso pra que? Ter uma pilha de vídeos e não gostar de nenhum? O que eu iria fazer? O que tinha dado errado? Eram muitas as perguntas e todas com uma quantidade imensa de angustia, medo, raiva e culpa. Ainda editei o vídeo e até gostei da ideia, mas o problema ainda continuava sendo a qualidade dos vídeos:
No festival o objetivo era fazer um vídeo, eu me concentrei nisso. Em alguns intervalos de tempo eu tirava uma foto ou outra, mas nem cheguei a olhar o resultado na hora. No dia seguinte, eu corri para o computador, queria ver logo o resultado, pela primeira eu tinha uma boa câmera e poderia fazer todos os incríveis vídeos que eu sonhava desde 2009, porém para minha enorme tristeza, decepção e quase quadro depressivo os vídeos ficaram bem diferente do que eu pensei, para algo que eu sempre fazia ficou bom, no entanto eu queria algo diferente, afinal eu estava com uma câmera profissional, então a minha única reação foi chorar. Foi a expectativa de anos esperando o dinheiro e o trabalho de meses para ter a câmera e tudo isso pra que? Ter uma pilha de vídeos e não gostar de nenhum? O que eu iria fazer? O que tinha dado errado? Eram muitas as perguntas e todas com uma quantidade imensa de angustia, medo, raiva e culpa. Ainda editei o vídeo e até gostei da ideia, mas o problema ainda continuava sendo a qualidade dos vídeos:
Demorei meses e quase a custo de desisti de um sonho para aprender que nem tudo depende da gente, hoje analisando o vídeo eu posso ver que na verdade eu só comecei pelo lugar errado e foi um erro desistir na primeira tentativa. Hoje ainda tenho o medo apertar em gravar, mas é algo que ainda vive em mim e pode ter certeza que será algo que virá com toda força em breve. Dizem que você nunca pode desistir de algo que pensa todo dia, então sei que estou no caminho certo, mas isso é assunto para outro post.
Em meio a tudo isso, eu decidi olhar as fotos do evento e tive uma surpresa encantadora, diferente dos vídeos as fotos captaram a emoção que eu queria passar. A minha paixão com vídeos se tratava de mostrar movimento e sentimento neles, pois pra mim fotografia era apenas mais um clichê que eu não queria me envolver, mas percebi que eu estava olhando as fotos erradas. Fotografia pode sim eternizar um momento e a dica é simples: quer uma foto incrível? Seja um momento incrível.
Então começou a busca por esses momentos incríveis, eu selecionei e ainda seleciono cada lugar onde a bpl photograph vai estar. E por mais que isso pareça um atraso no marketing, não é. Se você quer ser único em algo não pode escolher os mesmos trabalhos que todos fazem. Hoje falando com essa pequena confiança até parece que começou assim, mas não foi.
Lembro do primeiro trabalho, desfile da loja Kbks. A única coisa que me fez não sair correndo e chorando daquele desfile foi saber que estava fazendo aquilo sem responsabilidade para com os produtores do evento, era apenas algo meu. O resultado ainda não saiu o esperado, eu tive que ajustar muitas fotos: foco, ângulo, corte e várias outras coisas trabalhosas. Então o próximo passo era aprender.
Com as fotos do festival e do desfile veio alguns convites, eu aceitava os que achava que realmente dava pra aprender algo diferente, algo que dava pra transmitir emoção, felicidade, afeto e amor. Afinal, esse é nosso lema: seja onde for, espalhe amor.
Eu comecei a gostar do que fazia. Gostei da ideia de mostrar o que há de belo nas pessoas. Eu me emocionei bastante com algumas fotos que fiz de uma guria: ao final do book eu sentir como se o dia dela tivesse se tornado melhor e aquela sensação valia mais que qualquer vídeo bem produzido. O mundo está cheio de ódio, tristeza e gritos por mais amor e perceber que você pode, de certa forma, trazer isso para a vida de alguém é maravilhoso, recompensador e inspirador.
Registrar detalhes começou a ser o principal objetivo, mostrar para as pessoas o que na correria do dia a dia elas deixam passar. É como se fosse coisas impossíveis de se notar por parecerem irrelevantes, mas acredite por mais clichê que essa frase possa parecer ela é simplesmente a frase mais importante para observar a riqueza dos detalhes: as coisas mais belas estão nas coisas mais simples.
Uns dias antes do Réveillon, eu me vi sentada na mesma mesa que Jean Galego e acredite eu estava realmente me tremendo. Jean sempre foi alguém que eu admirei e o convite de cobrir um evento como o Réveillon Gold e diferente dos outros eventos, nesse eu tinha um compromisso, as fotos tinham que ficar boas! Era imperativo que tivesse erros, afinal eu tinha dado minha palavra.
Eu me preparei, estudei e comprei acessórios, eu estava preparada, mas horas antes do evento eu tive um ataque de ansiedade e literalmente quase quebrei minha câmera. Sair da cama, naquele momento, era o meu pior pesadelo, eu estava com medo e a ideia de fracassar me assustava mais ainda e até hoje assusta. Acredito que se não fosse a famosa ideia de todo mundo se arrumar lá em casa, nunca teríamos o álbum de réveillon.

Teve um momento da festa que eu as fotos não saiam, o medo começou a vim novamente, eu estava sozinha e não fazia a mínima ideia do que fazer com aquela câmera. Andei até o fim da festa, sentei em algo e comecei a chorar (sim, de novo). Eu olhei pro palco e tinha umas pessoas lá na frente com os braços pra cima e elas estão entregues, eu sabia que para entender o que elas estavam sentindo eu precisava fazer o que elas estavam fazendo. Achei meus amigos, deixei a câmera de lado e simplesmente fui dançar. Quando a música acabou, eu já sabia exatamente o que fazer: sentir o que cada um estava sentindo.
Com um tempo, a gente aprende que não adianta querer fazer tudo perfeito, mas é preciso fazer para que um dia se aproxime da perfeição. Uma lição que levo comigo é sempre conectar os sentimentos, procurar ver aquilo que mais te encanta, é fazer o que te faz bem e em algum momento a foto simplesmente vai sair.
Área 51, 04 de marco de 2017: em uma das fotos que tirei de duas gurias percebi que ao fundo tinha um guria de casaco vermelho, eu fui para frente do palco e parei um pouco, de certo veio uma leve lembrança na minha cabeça. Eu me aproximei dela e registrei esse momento da foto e quando eu vi a prévia do foto na câmera as lágrimas desceram (sim, eu choro muito). O casaco era o mesmo usado por uma das gurias no desfile da Kbks, no fim do ano, eu lembro que no dia eu fiquei nervosa por não conseguir essa foto e quase desistir de tudo e lá estava o mesmo casaco, da forma que eu queria que ele tivesse ficado a meses atrás. Era como se o mundo falasse: não desiste ainda, você ainda pode fazer coisas incríveis.
bpl photograph é mais que uma guria tirando fotos, tem sentimentos, tem luta e tem história. Eu fiz questão de contar essa história para que entendam o motivo de tantas recusas para fazer books e eventos. Eu não estava pronta, na verdade eu ainda não estou. Não me considero fotógrafa de forma nenhuma, sou apenas uma guria que gosta de registrar momentos incríveis.
Mas para tudo na vida precisamos tomar coragem e o motivo de toda essa história foi para dizer que a bpl photograph vai abrir na semana que vem espaço para books e eventos. Não espero fotos perfeitas, mas pode ter certeza que estarei me dedicando a cada fotografia. Bem, temos trabalho a fazer, em caso de interesse: prazerlaize@gmail.com ou (93) 991141419. Estamos oficialmente na ativa, espero que eu sobreviva. X.o.X.o. A garota das fotos.
Então começou a busca por esses momentos incríveis, eu selecionei e ainda seleciono cada lugar onde a bpl photograph vai estar. E por mais que isso pareça um atraso no marketing, não é. Se você quer ser único em algo não pode escolher os mesmos trabalhos que todos fazem. Hoje falando com essa pequena confiança até parece que começou assim, mas não foi.
Lembro do primeiro trabalho, desfile da loja Kbks. A única coisa que me fez não sair correndo e chorando daquele desfile foi saber que estava fazendo aquilo sem responsabilidade para com os produtores do evento, era apenas algo meu. O resultado ainda não saiu o esperado, eu tive que ajustar muitas fotos: foco, ângulo, corte e várias outras coisas trabalhosas. Então o próximo passo era aprender.
Com as fotos do festival e do desfile veio alguns convites, eu aceitava os que achava que realmente dava pra aprender algo diferente, algo que dava pra transmitir emoção, felicidade, afeto e amor. Afinal, esse é nosso lema: seja onde for, espalhe amor.
Eu comecei a gostar do que fazia. Gostei da ideia de mostrar o que há de belo nas pessoas. Eu me emocionei bastante com algumas fotos que fiz de uma guria: ao final do book eu sentir como se o dia dela tivesse se tornado melhor e aquela sensação valia mais que qualquer vídeo bem produzido. O mundo está cheio de ódio, tristeza e gritos por mais amor e perceber que você pode, de certa forma, trazer isso para a vida de alguém é maravilhoso, recompensador e inspirador.
Registrar detalhes começou a ser o principal objetivo, mostrar para as pessoas o que na correria do dia a dia elas deixam passar. É como se fosse coisas impossíveis de se notar por parecerem irrelevantes, mas acredite por mais clichê que essa frase possa parecer ela é simplesmente a frase mais importante para observar a riqueza dos detalhes: as coisas mais belas estão nas coisas mais simples.
Uns dias antes do Réveillon, eu me vi sentada na mesma mesa que Jean Galego e acredite eu estava realmente me tremendo. Jean sempre foi alguém que eu admirei e o convite de cobrir um evento como o Réveillon Gold e diferente dos outros eventos, nesse eu tinha um compromisso, as fotos tinham que ficar boas! Era imperativo que tivesse erros, afinal eu tinha dado minha palavra.
Eu me preparei, estudei e comprei acessórios, eu estava preparada, mas horas antes do evento eu tive um ataque de ansiedade e literalmente quase quebrei minha câmera. Sair da cama, naquele momento, era o meu pior pesadelo, eu estava com medo e a ideia de fracassar me assustava mais ainda e até hoje assusta. Acredito que se não fosse a famosa ideia de todo mundo se arrumar lá em casa, nunca teríamos o álbum de réveillon.

Teve um momento da festa que eu as fotos não saiam, o medo começou a vim novamente, eu estava sozinha e não fazia a mínima ideia do que fazer com aquela câmera. Andei até o fim da festa, sentei em algo e comecei a chorar (sim, de novo). Eu olhei pro palco e tinha umas pessoas lá na frente com os braços pra cima e elas estão entregues, eu sabia que para entender o que elas estavam sentindo eu precisava fazer o que elas estavam fazendo. Achei meus amigos, deixei a câmera de lado e simplesmente fui dançar. Quando a música acabou, eu já sabia exatamente o que fazer: sentir o que cada um estava sentindo.
Com um tempo, a gente aprende que não adianta querer fazer tudo perfeito, mas é preciso fazer para que um dia se aproxime da perfeição. Uma lição que levo comigo é sempre conectar os sentimentos, procurar ver aquilo que mais te encanta, é fazer o que te faz bem e em algum momento a foto simplesmente vai sair.
Área 51, 04 de marco de 2017: em uma das fotos que tirei de duas gurias percebi que ao fundo tinha um guria de casaco vermelho, eu fui para frente do palco e parei um pouco, de certo veio uma leve lembrança na minha cabeça. Eu me aproximei dela e registrei esse momento da foto e quando eu vi a prévia do foto na câmera as lágrimas desceram (sim, eu choro muito). O casaco era o mesmo usado por uma das gurias no desfile da Kbks, no fim do ano, eu lembro que no dia eu fiquei nervosa por não conseguir essa foto e quase desistir de tudo e lá estava o mesmo casaco, da forma que eu queria que ele tivesse ficado a meses atrás. Era como se o mundo falasse: não desiste ainda, você ainda pode fazer coisas incríveis.
bpl photograph é mais que uma guria tirando fotos, tem sentimentos, tem luta e tem história. Eu fiz questão de contar essa história para que entendam o motivo de tantas recusas para fazer books e eventos. Eu não estava pronta, na verdade eu ainda não estou. Não me considero fotógrafa de forma nenhuma, sou apenas uma guria que gosta de registrar momentos incríveis.
Mas para tudo na vida precisamos tomar coragem e o motivo de toda essa história foi para dizer que a bpl photograph vai abrir na semana que vem espaço para books e eventos. Não espero fotos perfeitas, mas pode ter certeza que estarei me dedicando a cada fotografia. Bem, temos trabalho a fazer, em caso de interesse: prazerlaize@gmail.com ou (93) 991141419. Estamos oficialmente na ativa, espero que eu sobreviva. X.o.X.o. A garota das fotos.



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